Rewind :: DOOM



O Genêro de jogos FPS hoje em dia é algo muito comum nos consoles. Creio que é demasiado raro ver um novo console ser lançado sem ao menos um título pertencente ao genêro ser anunciado junto, antigamente, bem antigamente, a situação era outra: nem existia esse tipo de jogo no mercado, e se existia não era tão famoso assim.

A situaçao mudou com a chegada de DOOM, que trouxe não só todo um genêro novo conssigo, como esquemas de jogabilidade que viriam a se tornar padrão para os títulos seguintes. Estima-se que o jogo foi jogado por cerca de 90 milhões de pessoas em sua versão Shareware (distribuição gratuita, porém limitada em alguns casos) em meados de 90.




Enredo
O Enredo de DOOM para hoje é bem clichê, mas não por isso que as coisas ficam em segundo plano ou desiteressantes. Uma base sediada em marte sofreu uma espécie de invasão, que foi ocasionada pela abertura de um portal bidimensional vindo direto do...INFERNO! Logo, um Space-Marine que foi deportado para marte depois de recusar atirar em civis desarmados pelo seu comandante acaba tendo que confrontar com os demônios que infestaram a base e possuíram seus habitantes humanos.

A estória parece bem simples se resumida: Um comandante mandou o Marine fazer merda, ele recusou, mandou o cabra tomar naquele lugar, e foi deportado para marte, onde experiências envolvendo teleportes entre luas deu mais merda ainda e convocou o exu sem-luz para acabar com a festinha humana, você chega horas depois e é obrigado a limpar o local caso queira sair vivo da bagaça.

Porém, ela se desenvolve muito bem ao sabermos que o protagonista ainda tem muito trabalho pela frente. Como o jogo se divide em capítulos, temos 3 ao dispor para serem completados, o primeiro e único presente na versão Shareware: Knee-Deep in The Dead, com 9 Episódios (Fases), The Shores of Hell, o segundo capítulo coloca o nosso marine em Deimos, a segunda lua de marte, que teve sua base totalmente transformada em um belo lar de demônios, apresentando um visual mais gótico e bestial, e o último capítulo: Inferno, que por fim, coloca nosso marine dentro da pomarola do exu sem-luz!



Gráficos: 4\5
Quero lembrar a você caro leitor, que eu NUNCA análiso um jogo antigo lado-a-lado com jogos de hoje em dia, por tanto não estranhem a minha nota para esse quesito de DOOM, procede. DOOM apresenta um esquema gráfico bem inteligente, com sprites em Bilboard que rotacionam e se alinham exatamente á visão do jogador, parecendo que as imagens estão sempre viradas para você. Esse truque gráfico se aplica aos inimigos (e aos players do modo Online) e itens que são encontrados durante o jogo. DOOM também tinha uma versão Dinossauro das futuristas HUDs que temos hoje, que podia ser ampliada e até mesmo removida (Jogadores de Elite, como eu, jogam sem esse recurso), nela temos um contador de LIFE, balas, e um "Indicador Facial" que tem animações diferentes para certas ações que acontecem ao player, algo bem legal de se ver.

Os inimigos do jogo têm um aspecto bem demoníaco e um design muito bem pensado, e são muito detalhados. Outra coisa importantissíma é que a mão do marine é a mão de Kevin Cloud...quem é esse cara ? Sei lá...só queria destacar isso oras!

E para finalizarmos esse quesito técnico, DOOM obteve uma grande atenção de adultos na sua época por conta de seu alto nível de Gore, tínhamos sangue em litros e imagens satânicas grudadas nas paredes de forma gratuita, algo que possibilitou que diversas entidades religiosas da época criticassem o título aos berros, e a situação piorou quando o Massacre de Columbine foi associado ao jogo, pois um dos assasinos que deu uma de marina metaleiro jogava DOOM e até criou um mapa amador para o mesmo. Minha opinião ? Falta de Pulga pra se coçar, creio que em postagens futuras falaremos sobre o assunto, mas não hoje e nem agora.




Jogabilidade: 4\5
O esquema de jogabilidade de DOOM é algo que achei inovador quando vi. O protagonista pode andar com as setas do mouse e virar com elas, mas o mais divertido é mesmo jogar utilizando APENAS o mouse, sim crianças, DOOM não só deixa o teclado de lado, como apresenta um ótimo esquema de uso do mouse: mova ele para frente para dar alguns passos, agora mova ele bem devagar e constantemente para frente para dar o dobro de passos e andar normalmente. Vire o mouse na direçao desejada e clique para descarregar seu pente de Shotgun em um Imp lazarento de forma gratificante...que maravilha! A única coisa ruim de se jogar assim, é o fato de seu personagem dar muitos deslizes em plataformas que podem te levar para a morte ou te jogar em poços com liquído ácido.

Música: 4\5
PHEWN-PHEWN-PHEWNEWNEWN! Um bom rock é tocado em uma fase e outra, sempre te dando aquele "Vamo Caralho!" para ajudar no clima, uma pena que alguns efeitos sonoros decepcionam muito por sua péssima qualidade, tanto para antigamente, quanto para os padrões de hoje. Claro que eu daria uns 4\5 para esse quesito se o jogo não parecesse repetir sempre a mesma música, mudando apenas o jeito que as notas tocam, é como pegar a mesma nota e arranjar ela de maneira diferente da primeira música...parece que é diferente, mas se analisarmos...

Gran Finale!
DOOM se mostrou um ótimo jogo em minha primeira noitada com ele anos atráz, e ainda se mostra assim. Jogabilidade fluída, um enredo simples, porém sólido, e efeitos gráficos inteligentes se pensarmos que em 1993 coisas parecidas nem existiam nos PCs e nem mesmo nos Consoles. Se todo genêro merece um pai, os FPS têm o seu, e ele se chama DOOM!

Nota Final: 4\5
Obrigatório!